A ORIGEM DE CARAÚBAS DO PIAUÍ
No ano de 1838, o migrante Antônio Medeiros e sua esposa Rosalina Alves
Medeiros, vieram do alto sertão do Ceará, e se alojaram no Olho D água que
recebeu o nome de Trapiá, por ter à beira do mesmo uma árvore com o nome
trapiá. Plantou dois pés de cocos, que ainda existem no local.
Antônio
Medeiros, por motivos de alagações mudou-se para cima da Baixa do Alfinete,
cuja denominação foi dada por ele.
|
Maria Agapita, casada com Raimundo Ferreira, não tiveram filhos, em 1888
compram a Fazenda “Buriti de Dentro” valor (1:000$000) um conto de réis. Trouxe
de Ubatuba, a irmã Justina, que foi morar no Tamboril (localidade próxima à
Caraúbas), onde hoje mora a Dona Maria do Carmo.
Maria
Agapita ficou viúva, terminou vendendo a fazenda para Quincas Machado, valor
5:000$000 ( cinco contos de réis), Fez um tanque térreo para dar água ao gado,
no fim da Baixa do Moleque, depois Baixa das Caraúbas, denominado pela grande
quantidade dessa árvore existente, e depois conhecido Olho D água Velho.
A
casa de Maria Agapita era localizada ao sul de onde hoje é a casa do senhor
José Chagas.
O
senhor Luiz Jacob, foi segundo Chico Felinto, seu informante por muito tempo,
conhecia a tudo e a todos morava em Buriti dos Lopes. Segundo Jacob, a Baixa do
Moleque primeiro se chamou Baixa do Alfinete.
Felinto,
de Pitombeira fixou residência nas “Caraúbas”, tinha como vizinhos Antônio
Caraúbas e Ludugero.
Com
o falecimento de Maria Agapita, Felinto mudou – se para o local exato onde hoje
se encontra a Igreja de Nossa Senhora das Graças, (que teve a construção
iniciada 1954 e concluída em 1956 ).
A
Cacimba Velha é ignorada sua fundação, Caraúbas era muito pobre de água, não
existia água nos meses de verão, o povo tinha que se deslocar até o rio Longá
carregando o precioso líquido em cargas que eram trazidas pelos animais.
Felinto
em determinado momento comprou posses de terras de direito de Antônio Caraúbas,
pelo valor de 60$000 (sessenta mil réis), vendeu vários animais para somar essa
importância.
Em 1919, grande seca castigou a região,
Felinto cavou um poço na Baixa das Caraúbas que por sinal deu bastante água,
porém salobra servindo apenas para os animais.
Felinto,
homem digno, honesto, ordeiro, moralista, não bebia bebidas alcoólicas, não
fumava, muito hospitaleiro, gostava de esportes; corridas de cavalos, jogar
cartas etc.
Dentro
desse contexto, não suportava desacato de ninguém, homem corajoso e defensor de
seus direitos, que não ousava defender - se de quem desabonasse sua autoridade
moral.
Nasceu
em 1861 e faleceu em 1947. Falecendo o “chefe” de Caraúbas, ficaram em seu
lugar Inácio Portela (filho) e João Rita (genro), homens ordeiros, mas com
poucas bases para atuar com a nova geração então surgindo. Coube ao neto
Francisco Portela dos Santos (Chico Felinto, falecido em 09/07/2002). Assumir o
ônus de continuar a moral do lugar, como fez até 1975 quando saiu para residir em Parnaíba Piauí.
(FELINTO,
Francisco Portela dos Santos. Manuscrito redigido pelo fundador e idealizador
da cidade de Caraúbas do Piauí).
Nenhum comentário:
Postar um comentário